
A sedução das coisas que equilibra o dia-a-dia mundano reflete os espasmos que nos afrontam corriqueiramente pelo dobre dos sinos. Assim, nossos intentos são determinados pela corrente das ideologias que nos possuem a todo instante, como se as forças determinantes do nosso existir fossem moldadas de acordo com os tempos de cada um dos objetos sem valor que nos acomodam. Assim é Caminhos.
Observando o estado das coisas, nossos olhos interiores descobrem aleijados pensamentos, dotados de índoles propensas ao infortúnio. Caminhos determinará em que sentido esse infortúnio prolongará nossas formas substaciais no vir-a-ser. Não mais a fala moldadora que acrescenta vestígios de erupções em todos os sentimentos que servem de pão e circo ao mundo, mas a escrita que difama, que difere, que levanta nossas cabeças para abrí-las ao meio. Caminhos seguirá este percurso por todo o tempo de sua existência, e não mais se rirá disso.
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